Por que o número alto pede uma pergunta

Quando um produto paga mais, uma das perguntas é se existe mais risco por trás.

O Portal do Investidor lembra que o retorno costuma estar associado ao grau de risco: a expectativa de ganhos melhores normalmente vem com risco maior, enquanto aplicações mais conservadoras costumam render menos. Por isso a taxa, sozinha, não conta a história toda.

Emprestar dinheiro e torcer para receber

O risco de crédito é a incerteza sobre a liquidação do título na data de vencimento. Quando um fundo compra um título, ele empresta dinheiro a alguém — e corre o risco de o tomador não honrar a obrigação ou não pagar os juros combinados.

A mesma lógica vale para os títulos bancários. Ao aplicar num CDB, você empresta dinheiro à instituição financeira; o principal risco é o de crédito do banco, ou seja, o de quem captou os recursos não pagar. Isso só ocorreria em casos extremos, como uma liquidação extrajudicial.

Por que "poupança não tem risco" não é bem verdade

Não é totalmente verdade dizer que a poupança não tem risco. Não há risco de mercado, mas existe o risco de crédito do banco que captou os recursos — e quanto mais sólida a instituição, menor esse risco.

Por outro lado, os depósitos em poupança, CDB, LCI e LCA são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso traz mais segurança, a depender dos valores envolvidos e dos limites da garantia.

Quem te paga e o que te protege

O risco fica mais claro quando você sabe quem precisa pagar e o que te protege se isso falhar. Vale conferir:

  • O emissor e a sua solidez
  • Se o produto é elegível ao FGC
  • O conglomerado a que a instituição pertence
  • O prazo até o vencimento
  • Quanto da sua carteira depende da mesma fonte de pagamento

Dúvidas comuns

Renda fixa tem risco de crédito?

Pode ter. Mesmo em títulos como o CDB existe o risco de crédito do emissor — o risco de o banco que captou os recursos não pagar. Isso só ocorreria em situações extremas, como uma liquidação extrajudicial.

O FGC elimina o risco de crédito?

Não. O FGC cobre depósitos elegíveis, como poupança, CDB, LCI e LCA, dentro de regras e limites (até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição ou conglomerado). Dá mais segurança a depender dos valores, mas não dispensa olhar o emissor e a concentração.

Onde conferir