Um certificado que junta renda fixa e variável

COE é o Certificado de Operações Estruturadas, a versão brasileira das notas estruturadas. Segundo a B3, ele mescla elementos de renda fixa e renda variável em um único certificado, estruturado com base em cenários de ganhos e perdas. Foi criado por lei e regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional em 2013.

A B3 apresenta o COE como uma forma de, em uma só aplicação, ter diversificação e acesso a novos mercados, com tributação única e custos possivelmente menores do que montar várias posições separadas.

Protegido ou em risco: o que muda no seu principal

A B3 distingue duas modalidades. No valor nominal protegido há proteção do valor principal investido. No valor nominal em risco há possibilidade de perda até o limite do capital investido. Em ambos os casos, segundo a B3, deve ser observada a regra de suitability: o investimento precisa ser adequado ao seu perfil.

O que o DIE revela antes de você assinar

Leia o Documento de Informações Essenciais (DIE), que a CVM descreve como o arquivo padronizado para entender e comparar os certificados. Pelo DIE, confira:

  • O emissor (o banco) por trás do certificado.
  • A modalidade: valor nominal protegido ou valor nominal em risco.
  • Os cenários de ganho e de perda descritos.
  • A adequação ao seu perfil (suitability).

Dúvidas comuns

No COE de valor nominal em risco, quanto eu posso perder?

Segundo a B3, nessa modalidade há possibilidade de perda até o limite do capital investido. Já no valor nominal protegido há proteção do valor principal investido. O Documento de Informações Essenciais indica qual modalidade é a do certificado.

Por que a CVM dá tanto peso ao Documento de Informações Essenciais?

Pela CVM, o ponto-chave da regra é a disponibilização do DIE: é o arquivo padronizado que reúne as informações para você entender e comparar os certificados, incluindo emissor, modalidade e cenários de ganho e perda.

Onde conferir