Educação financeira

Risco de mercado e marcação a mercado: por que o preço mexe

Você abre o extrato e o valor da posição está diferente de ontem, sem você ter mexido em nada. Isso é o risco de mercado aparecendo — e ele fica visível por causa da marcação a mercado: todo dia o seu título é reavaliado pelo preço que ele teria se fosse vendido hoje, não pelo valor que vai pagar no vencimento. Saber disso troca o susto por uma pergunta melhor: preciso vender agora ou posso esperar?

Cena organizada para explicar risco de mercado e marcação a mercado.

Marcação a mercado: o preço recalculado todo dia

Comece pelo nome, que assusta mais do que a ideia. Marcação a mercado é registrar o seu título pelo preço que ele teria se fosse negociado hoje — não pelo valor que ele vai pagar no vencimento. É esse preço do dia que aparece no seu extrato.

Como o preço se mexe junto com o mercado, a oscilação não fica escondida até o vencimento; ela aparece na carteira dia após dia. Esse vaivém é o risco de mercado: o Portal do Investidor o descreve como as oscilações nos preços dos títulos que compõem a carteira. Quanto maior o sobe e desce dos preços, mais difícil estimar quanto você receberia ao resgatar ou vender.

Oscilação visível não é prejuízo realizado

Ver o valor balançar incomoda, mas oscilação no extrato e perda no bolso são coisas diferentes. O preço continua se movendo até o instante da venda, e é justamente isso que torna difícil cravar de antemão o valor de resgate.

O resultado, bom ou ruim, só se concretiza quando você vende naquele preço. Enquanto a posição segue na carteira, o número que você vê é uma fotografia do momento, não uma conta fechada.

Como o tipo de título muda o comportamento do preço

Nem todo título reage igual. Entre os públicos, o Portal do Investidor lembra que existem opções prefixadas, pós-fixadas e híbridas, com prazos de vencimento e características de rentabilidade diferentes, voltadas a perfis de risco distintos.

Antes de comparar ou de se assustar com a oscilação, vale olhar:

  • O tipo de remuneração: prefixada (taxa travada na compra), pós-fixada (acompanha um indicador, como o CDI) ou híbrida (junta as duas).
  • O prazo de vencimento do ativo.
  • A função que ele cumpre dentro da sua carteira.
  • Se o seu plano depende de vender antes do vencimento, quando o preço de mercado é que vale.

Perguntas comuns

Marcação a mercado é prejuízo?

Não por si só. É só registrar o ativo pelo preço de mercado do dia, o que deixa a oscilação visível na carteira. Quanto maior o sobe e desce dos preços, mais difícil estimar quanto você receberia ao resgatar ou vender. O resultado se realiza quando você vende naquele preço.

Todo título público se mexe do mesmo jeito?

Não. Há títulos prefixados, pós-fixados e híbridos, com prazos e características de rentabilidade diferentes, voltados a perfis de risco distintos. Cada combinação reage de um jeito às mudanças de preço.

Fontes oficiais

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